quarta-feira, 26 de maio de 2010

BIOGRAFIA PROFESSORA MARIA REGINA SANTOS DE OLIVEIRA




Maria Regina Santos de Oliveira

Maria Regina Santos de Oliveira nasceu no dia 16 de setembro em Osório, Rio Grande do Sul,Brasil.Professora de História, Profissional em elaboração de projetos sociais e educacionais, Pesquisadora, Historiadora,Cronista, Fotografa e Artesão.
Sua formação profissional desde o Magistério a pós – graduação foram na Faculdade Cenecista de Osório. Professora de história com duas especializações uma em Diálogos Entre a Literatura e a História do Rio Grande do Sul sendo que o trabalho de conclusão foi “Festa do Divino Espírito Santo,uma comparação entre a segunda metade do século XIX e a contemporaneidade na cidade de Osório”, e a outra em Gestão e Supervisão Educacional , sendo que o trabalho de conclusão foi “A Comunicação na Instituição Educacional”. Cursou dois anos de Direito na mesma instituição. Freqüentou o mestrado em educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Morou por mais de três anos nas Ilhas Açorianas onde fez um trabalho de pesquisa sobre as Festas do Divino Espírito Santo e Cultura Popular, com entrevistas , fotografias e exposições. De volta ao Brasil trabalhou no Espaço Cultural Conceição na elaboração de projetos em eventos , “MARCHAND” onde é associada, casa do artesão de Osório e na Faculdade Cenecista de Osório no departamento de pesquisa, extensão, pós – graduação e cursos técnicos,participou do grupo de criação do projeto Pedagógico da instituição Cenecista .Foi diretora do Museu Antropológico de Osório,diretora de escolas da rede municipal de Osório,supervisora de escolas e creches municipais e coordenadora de equipes educacionais e projetos. Atualmente morando nos Açores Ilha de São Miguel desenvolve um trabalho de pesquisa sobre as Festas do Divino Espírito Santo sendo que a pesquisa na Vila Rabo de Peixe foi selecionado para publicação no livro do evento IV Congresso Internacional sobre o Espírito Santo na Califórnia em São José e Santa Clara representando a “AIPA”(Associação dos Imigrantes nos Açores), onde é associada. Realizou uma conferencia sobre as Festas do Divino Espírito Santo no Município de Osório,Rio Grande do Sul,Brasil e o profissional que trabalha em Museus na Casa do Arcano, Ribeira Grande,Ilha de São Miguel.
“Não acreditar numa coisa não faz deixar de existir... Os seres encantados, todos eles, existem independentemente da crença das pessoas neles...”

quinta-feira, 20 de maio de 2010

MUSEU






MUSEU
Museus em plena actividade nos Açores
No dia 18 de Maio de 2010 na Casa do Arcano foi comemorado o dia Internacional dos Museus o tema este ano foi “Museus e Harmonia Social”, sugerido pelo ICOM, Conselho Internacional de Museus , organismo criado pela UNESCO , este foi comemorado em grande estilo com exposições e palestras sobre as Festas do Divino Espírito Santo. Como pesquisadora não poderia deixar de falar sobre a história dos museus e um pouquinho do Museu da Casa do Arcano que fica na Ribeira Grande, Açores, Ilha de São Miguel.
A palavra Arcano
A palavra Arcano vem do Latim "Arcanus" e significa "um mistério", cujo conhecimento é indispensável para compreender um " grupo" determinado de fatos, leis ou princípios. No sentido mais amplo, o termo Arcano inclui toda a ciência teórica referente a qualquer atividade prática em um determinado campo. O Arcano pode ser expresso oralmente, através da escrita ou, ainda, através de símbolos utilizados pelas antigas escolas de iniciação para transmitir os ensinamentos sagrados, pois estes sempre passaram e continuam passando desapercebidos.
O Arcano
O “ Arcano Místico” é um móvel com valor cultural, artístico, histórico e religioso construído por Madre Margarida do Apocalipse, freira egressa do ex-mosteiro do Santo Nome de Jesus, em meados do século XIX (1835-1858). Por disposição testamentária (1857), Madre Margarida do Apocalipse fez doação à Confraria do Santíssimo Sacramento da Matriz de Nossa Senhora da Estrela do Arcano Místico.

O Museu “Casa do Arcano” encontra-se instalado na casa onde viveu a Madre Margarida do Apocalipse, autora do Arcano Místico, um conjunto esculturas em miniaturas religiosas já classificado como Tesouro Regional dos Açores.
No primeiro andar, e na sala principal está instalado o Arcano Místico, transferido do Coro Alto da Igreja da Matriz após um meticuloso trabalho de recuperação. A sala do Arcano está equipada com um sistema de climatização que regula a umidade e a temperatura.
Toda a Casa Museu tem um sistema de controle dos índices de temperatura e umidade.
O Arcano traduz um relato bíblico e de escritos apócrifos, com pequenas figuras moldadas numa massa composta por farinha de arroz e de trigo, goma-arábica, gelatina animal e vidro moído, representando os mistérios do Antigo e do Novo Testamento.
É um conjunto esculturas religioso, de tradição conventual, organizado em três divisões verticais de um grande móvel-expositor (200x200x200 cm), constituído por cerca de noventa grupos agregados de pequenas figuras policromas (1 a 20 cm) e outros elementos, todos identificados por legendas, representando cenograficamente os Mistérios mais importantes do Antigo e Novo Testamento.
Há bons motivos para acreditar que Madre Margarida Isabel do Apocalipse, ainda freira no Convento do Santo Nome de Jesus (1800-1832), tenha dado início à idéia de criação do Arcano Místico, tendo dado continuidade a este projeto já na sua própria casa, possivelmente um ano ou dois antes da sua morte, deixando-o incompleto.
Obra de minuciosas figuras artísticas, a mesma revela as características da personalidade da sua autora.
No seu testamento, escrito em 1854, a autora explica o Arcano Místico como sendo o que “contem os Mistérios mais importantes do Antigo e novo Testamento, que
o móvel onde esta a exposição é composto por figurinhas, todas elas moldadas à mão e formadas por vários materiais, tais como farinha de arroz, gelatina animal, goma-arábica e vidro moído.
Um levantamento dos temas que o Arcano contém levou à identificação de 92 quadros, sendo que no meio dos mesmos existem representações de temas não bíblico.
A autora
Margarida Isabel Narcisa, Margarida Isabel ou apenas Margarida era filha de José Francisco Pacheco Moniz e de D. Inês Eufrázia Botelho de Sampaio Arruda. Nasceu no seio de uma família influente no meio ribeiragrandense a 23 de Fevereiro de 1779, na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da então vila da Ribeira Grande. Faleceria a 6 de Maio de 1858 na freguesia Matriz da mesma cidade, estando sepultada em local incerto no cemitério de Nossa Senhora da Estrela.
Em Fevereiro de 1800, Margarida, adotando o nome religioso de Madre Margarida do Apocalipse, tomou o véu de clarissa do Mosteiro do Santo Nome de Jesus da Ribeira Grande. Nele permaneceria, com esporádicas saídas por motivos de saúde, até à extinção dos conventos e mosteiros nas ilhas dos Açores, em Maio de 1832. Todavia, na sua própria casa, manter-se-ia freira clarissa até o seu falecimento.




UMA VISÃO DE MUSEU NO CONTEXTO HISTÓRICO

A palavra museu vem do latim "museum", que por sua vez é derivado da Língua grega antiga "mouseion".
O museu era um templo das musas, deusas da memória, filhas dela com Zeus. Mnemosine, a musa da memória, é filha de Gaia com Urano. Mais tarde, na época da Dinastia ptolemaica, Ptolemeu II Filadelfo mandou construir em Alexandria um edifício a que chamou "Museu"[2] Estava dedicado ao desenvolvimento de todas as ciências e servia, além disso, para as tertulias dos literatos e sábios que ali viviam, sob o patrocínio do Estado. Naquela instituição foi se formando, gradativamente, uma importante biblioteca.
Os escritores latinos supuseram a existência de um significado adicional de "museu", ao que tudo indica referindo-se a grutas que, situadas dentro das vilas, os seus proprietários utilizavam-nas para retirar-se e ali meditar
O museu actualmente


Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Brasil.
Os modernos museus dedicam-se a temas específicos, inscrevendo-se em uma ou mais das seguintes categorias: belas-artes, artes aplicadas, arqueologia, antropologia, etnologia, história, história cultural, ciência, tecnologia, história natural. Dentro destas categorias alguns especializam-se mais, como por exemplo: arte moderna, ecomuseus, industriais, de história local, da história da aviação, da agricultura ou da geologia.
Há também os museus ao ar livre, que mostram e erguem edifícios antigos em zonas amplas ao ar livre, geralmente em locais que recriam paisagens do passado. O primeiro foi King Oscar II's coleção próxima a Oslo, aberta em 1881. Em 1891 Arthur Hazelius fundou o famoso Skansen em Estocolmo, que se transformou no modelo para museus abertos subseqüentes do ar na Europa do norte e oriental, e eventualmente em outras partes do mundo.

MASP, um dos principais museus do mundo e o mais importante da América Latina, em São Paulo, Brasil.
Os museus são instituições especializadas, e, por isso, necessitam de mão-de-obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, capazes de manter a conservação do acervo. Ele é dirigido geralmente por um curador, quem tem uma equipe de funcionários que cuidam dos objetos e arranjam sua exposição. Muitos museus associaram-se aos institutos de pesquisa, que são envolvidos freqüentemente com os estudos relacionados aos artigos do museu. Eles são geralmente abertos ao público por uma taxa. Alguns têm a entrada livre, permanentemente ou em dias especiais, por exemplo uma vez por semana ou ano.
O museu próprio ou um instituto associado podem organizar expedições para adquirir mais artigos ou documentação para o museu, uma atividade famosamente descrita na abertura do filme "Raiders of the Lost Ark" (Os Caçadores da Arca Perdida[BR]/Os Salteadores da Arca Perdida[PT]). Eles podem também adquirir artigos como donativos, vendas ou comércios. Por exemplo, um museu caracterizado de arte impressionista pode receber uma doação da cubista trabalho que simplesmente não pode caber nas exibições do museu, mas pode ser usado para ajudar adquirir uma pintura mais relevante. Os museus maiores tem um "departamento de aquisições" cuja equipe de funcionários que seja tempo integral ligado neste tipo de atividades
Os museus no Brasil
Durante o período colonial podemos citar a experiência da Casa dos Pássaros. A instituição procedia a taxidermia de aves para instituições no reino.
Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), estabeleceu-se uma nova dinâmica no surgimento de instituições culturais:
• Em 1816 foi criada a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, embrião do atual Museu Nacional de Belas-Artes;
• Em 1818 foi criado o Museu Real, embrião do atual Museu Nacional da Quinta da Boa Vista.


Museu de Ciências Morfológicas, na UFMG.
Após a Independência, novas instituições foram fundadas:
• 1838, o museu do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro;
• 1864, o Museu do Exército;
• 1868, o Museu da Marinha; e
• 1871, o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Finalmente, no período Republicano, destacam-se a criação:
• em 1906, do Museu Municipal de Iguape
• em 1922, do Museu Histórico Nacional
• em 1932, do curso de Museus
• em 1934, da Inspetoria de Monumentos Nacionais[3]
• em 1937, do Museu Nacional de Belas Artes
• em 1938, do Museu da Inconfidência
• em 1940, do Museu Imperial
• em 1947, do Museu de Arte de São Paulo
Mais recentemente, na década de 1960, destacaram-se a criação dos museus Villa-Lobos e da República (1960), além de inúmeros museus militares e municipais, e do Museu Lasar Segall (1967).
A década de 1970 foi marcada, a partir da Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972), pelo "Movimento da Nova Museologia" (MINOM) que se consolida na década de 1980. Países como o México, a França, a Suíça, Portugal e o Canadá foram os formuladores iniciais desta concepção.
Em março de 2006 inaugurou-se o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade com o maior número de falantes do idioma no museu.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ASPECTOS CULTURAIS E RELIGIOSOS DAS FESTAS DO DIVINO ESPIRITO SANTO NA VILA RABO DE PEIXE ILHA DE SÃO MIGUEL AÇORES










ASPECTOS CULTURAIS E RELIGIOSOS DAS FESTAS DO DIVINO ESPIRITO SANTO NA VILA RABO DE PEIXE ILHA DE SÃO MIGUEL AÇORES



Existe uma devoção especial pelo Divino Espírito Santo que envolve aspectos culturais e religiosos nos Açores Ilha de São Miguel mais precisamente na Vila de Rabo de Peixe, diferenciada pelas Festas das Bandeiras é uma das mais expressivas manifestações da cultura sócio religiosa.

Esta celebração tem duas formas de comemoração, a Bandeira da Beneficência, ou as “Festas da Beneficência” e a Bandeira da Santíssima Trindade, designada pelo povo “Festas da Caridade”.
Acompanhando estas duas Bandeiras, ocorrem as
famosas “Despensas” e “Bailinhos”,danças originais
de Rabo de Peixe. São seis as coroações em Rabo de Peixe,
a de São Sebastião, a de São João, a de São Pedro, a dos
Inocentes(crianças), a da Santíssima Trindade e a do Rosário.
O dia considerado mais importante das festa é no domingo,
com a realização das procissões.
As Festas do Espírito Santo envolvem algumas
danças tradicionais, denominadas “Despensas”, diferentes
dos restantes “Balhos” da ilha.O destaque maior fica por conta do Balho dos
“Homens da Terra” e o dos “Homens do Mar”,dançam
apenas homens, ao som de castanholas, acordeom e violas da terra que tocam e cantam em ritmos compassados
durante a apresentação. No entanto, ao longo da dança as mulheres
podem entrar quando desejarem, mas, nunca iniciam
este ritual lado a lado com os homens.
Para ser mordomo destas Festas do Divino muitas vezes as pessoas tem que ficar a espera por mais de quatro anos, com seus nomes em uma agenda. Fazem parte da comissão mais de setenta e cinco irmãos, é um ano de trabalho intenso, rezas e novenas, pedidos de ajuda e agradecimentos as graças concedidas pelo Divino. A abertura do quarto no qual vão estar os símbolos do Divino Espírito santo entre eles o mais importantes que é a bandeira é no dia vinte e cinco de abril. Os irmãos pagam as pensões de trinta euros são mais de cem pessoas e ainda fazem parte destes rituais os que oferecem gueixos, o mordomo fica encarregado de cuidar deles até a véspera das Festas do Divino, a carne destes animais é para fazer as sopas do Divino Espírito Santo.Acompanha o cortejo os sete dons do Divino, são eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus, geralmente eles são representados por crianças, o cortejo sai da casa do mordomo e vai até a igreja de nossa Senhora do Rosário.

PRECE AO ESPÍRITO SANTO (SETE DONS)
1. Vinde, Espírito Santo, Deus amável,Dom inefável da SABEDORIA!Dai-nos o gosto de saborearmosComo sois bom e fonte de alegria.
2. Vinde, Espírito Santo, Deus glorioso,Dom luminoso do ENTENDIMENTO!Enchei de vida todo o Universo:A Criação é o vosso sacramento!
3. Vinde, Espírito Santo, Deus amigo,Divino abrigo, Dom do bom CONSELHO!Dai-nos a graça do discernimento,P’ra decidir à luz do Evangelho!
4. Vinde, Espírito Santo, Deus-Senhor:dai-nos valor e Dom da FORTALEZA!Quando tentados, a fidelidade;Na hesitação, a graça da firmeza!
5. Vinde, Espírito Santo, Omnisciente:A nossa mente implora o Dom da CIÊNCIA,P’ra conhecermos e para louvarmosVossos sinais e a vossa providência!
6. Vinde, Espírito Santo, Deus-Ternura!Vós sois doçura: dai-nos a PIEDADE!Ao Pai queremos ter amor de filhos;Com os irmãos, viver em amizade!
7. Vinde, Espírito Santo, Deus-Amor:Dai-nos TEMOR, o Dom da admiração!Vossa presença faça a nossa vidaEstremecer de assombro e de emoção.


SEQUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO:
Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz!Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons.
Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio vinde!No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem.
Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!
Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.
Dai a vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO:

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande,aberto à vossa Palavra silenciosa,mas forte e inspiradora,fechado a todas as ambições mesquinhas,alheio a qualquer desprezível competição humana,compenetrado do sentido da Santa Igreja!
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande,desejoso de se tornar semelhanteao coração do Senhor Jesus.
Dai-me um coração grande e fortepara amar a todos, para servir a todos,para sofrer por todos!
Um coração grande e fortepara superar todas as provações,todo o tédio, todo o cansaço,toda a desilusão, toda a ofensa!
Um coração grande e forte,constante até ao sacrifício,quando este for necessário!
Ó Espírito Santo, dai-me um coraçãocuja felicidade seja palpitarcom o coração de Cristoe cumprir humilde, fiel e firmementea vontade do Pai. Amém.



VINDE, ESPÍRITO SANTO:
- Vinde, Espírito Santo, e enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.
- Enviai, Senhor o vosso Espírito, e tudo será Criado, e renovareis a face da terra.
OREMOS: Ó Deus, que instruistes os vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, e gozemos sempre da sua consolação, por Cristo, Senhor nosso, Amém.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Romeiros de São Miguel





















Romeiros de São Miguel






No dia primeiro de Abril, na igreja da Nossa Senhora do Rosário, às 19hs e 30min houve o encontro de romeiros da Vila Rabo de Peixe, encontro este que reuniu mais de 130 romeiros, a maioria pescadores e agricultores. Um grupo foi escolhido para representar os 12 apóstolos o padre da paroquia fez o ritual do lava pés. Canticos e orações saldaram os romeiros.












É Quaresma!!! E portanto a tradição dos romeiros na Ilha de São Miguel se faz durante oito dias, percorrem toda a Ilha de São Miguel a pé, rezando e cantado enquanto caminham e nas Igrejas e capelas das localidades. Ao final do dia pernoitam na freguesia por onde estão passando. As famílias locais recolhem em suas casas um ou mais romeiros, partilhando com eles a sua mesa e a sua fé. Na madrugada, levantam-se para continuarem a sua romaria. Com eles levam apenas uma mochila, que contém as suas refeições. O traje consiste num xaile, num lenço colorido, um terço de lágrimas e um bordão. Caminham em oração sob o Sol, chuva, vento, calor ou frio.






A origem destas romarias remonta a calamidades ocorridas no século XVI, nomeadamente o sismo de 1522, que destruiu em parte Vila Franca do Campo, na altura a capital dos Açores. Porém, os factos apontam para que o nascimento dos ranchos de romeiros se tenha dado um pouco mais tarde, em 1563, ano em que se sucederam grandes erupções vulcânicas, atingindo toda a ilha.Este tipo de calamidade era, na época, considerado como um castigo divino pelos pecados dos homens.Sabe-se, por relatos de Gaspar Frutuoso, que durante os vários dias que duraram os sismos e erupções, o povo foi realizando pequenas procissões de igreja em igreja, pedindo misericórdia. Diz-se, também, que muitos fugiram, de barco ou a nado, para o Ilhéu de Vila Franca, zona mais afetada dada a proximidade do centro da actividade vulcânica. De qualquer maneira, o povo afirmou ter-se sentido protegido por Nossa Senhora. Atualmente, saem, todos os anos, dezenas de grupos de romeiros, todos homens, mas provenientes das mais diversas classes. Eles percorrem a ilha, indo a todas as igrejas que venerem a imagem de Maria, partindo num sábado e regressando ao ponto de partida no domingo seguinte. Para além do calçado confortável (normalmente sapatilhas), a indumentaria é simples e rapidamente reconhecível: xaile de lã sobre os ombros, lenço e terço ao pescoço, saco de pano para os haveres indispensáveis, bordão para ajudar a longa caminhada e mais um terço, na mão.Caminham em duas filas, ocupando uma faixa da estrada, ou, em ruas mais estreitas. À frente do grupo, e no meio das duas filas, vai o “porta-cruz”, sempre o mais novo do grupo, por isso, normalmente uma criança é escolhida. É sempre curioso notar que, ao contrário do que sucede com muitas tradições regionais, as romarias têm sempre a participação de homens e rapazes de varias idades. Ocupando posição central, embora já no fim da procissão, vão ainda o mestre, obedecido por todos, e o procurador de almas.Este recebe os pedidos de orações das pessoas que vêem o rancho passar (muitas vezes, são pedidas orações por pessoas que se encontram gravemente doentes). O procurador é, aliás, a única pessoa com quem se pode falar, pois todos os outros só podem abrir a boca para cantar as rezas. Qualquer conversa terá de ser autorizada pelo mestre, inclusive nos momentos de descanso. Trata-se de um tempo de sacrifício e penitência.À noite, os romeiros são acolhidos por pessoas da freguesia em que se encontram, sendo que estas, não raras vezes, dão a sua cama, preferindo dormir no sofá ou passar a noite a rezar na sala ou na cozinha. De fato, para muitas pessoas, dar abrigo a um romeiro é tão sagrado como a própria romaria, e já diversas vezes se ouviram relatos de gente pobre que ofereceu toda a sua comida a estes homens, ficando em jejum. Por isso, antes de se deitar, o romeiro reza sempre um terço pela família que o acolheu.Apesar de ser o procurador quem se encarrega de receber os pedidos, a encomendação das almas são uma das obrigações dos romeiros, que prosseguem sempre cantando, num lamento característico e que tem raízes medievais. São encomendadas tantas orações quantas as pessoas que formam o rancho, às quais se acrescentam sempre três: Pai, Filho e Espírito Santo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

PEIXE CONSUMIDO NOS AÇORES






CHARROS UM PEIXE NOBRE



Pelo menos uma vez na semana se come charros nos Açores, pois é um peixe de sabor único que requer um bom gosto nos temperos colocado na sua preparação. Ele é delicioso de todas as maneira seja frito ou cozido.


Receita de Charros Alimados



Preparação:
Tem-se os charros arranjados aos quais se tirou a cabeça e a tripa. Lavam-se muito bem e colocam-se num cesto em camadas separadas com sal grosso. Deixam-se descansar durante um ou dois dias.Após este tempo, sacodem-se do sal e levam-se a cozer em abundante água a ferver. Deixa-se a água levantar fervura novamente durante uns dois minutos, depois dos quais, os charros estão cozidos.Escorre-se toda a água fervente e substitui-se por água fria. Depois, com os dedos, tiram-se todas as peles e espinhas laterais, ficando os charros brancos e lisos. A esta operação dá-se o nome de limar.Colocam-se os charros alinhados numa travessa. Para serem servidos quentes, regam-se com água quente na altura de servir e escorrem-se. Acompanham-se com azeite e limão, batatas cozidas e salada de tomate

Carnaval nos Açores /Ilha de São Miguel

Carnaval nos Açores











Malassadas








Carnaval nos Açores


Celebrar o Carnaval nos Açores é fantasiar-se, atirar sacos de água/ balões, dançar, ouvir música brasileira, mas também fazem parte da tradição das malassadas.



Receita de Malassadas



Ingredientes
1 Colher (de sopa) bem cheia de Açúcar
500 gr de Farinha
1 Pitada de Sal
15 gr de Fermento
0,5 dl de Aguardente
Sumo de 1 Laranja grande
4 Ovos
Leite q.b.
Óleo q.b.
Açúcar e canela a gosto / Mel de Cana
Preparação
Misture o açúcar com a farinha e a pitada de sal e peneire. Dissolva o fermento num pouco de água morna e verta sobre a farinha. Envolva bem. Adicione a aguardente e o sumo da laranja e envolva. Junte os ovos um a um, amassando sempre. Amasse bem até ficar misturar tudo muito bem, e se necessário acrescente um pouco de leite.
Tape com um pano e deixe levedar por +- 3 horas.
Nota: Esta receita é típica de S. Miguel (Açores) e da Madeira, no entanto existe um pormenor que as diferencia.
Malassadas de S. Miguel
Estique a massa, corte em retângulos e frite em óleo abundante. Escorra em papel de cozinha e polvilhe com açúcar e canela. Sirva quente.
Malassadas da Madeira
Faça pequenas bolinhas de massa e frite. Sirva com mel de cana.





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

História de São Valentim/ Cupido









História de São Valentim



São Valentim e o Dia dos Namorados



No dia dos Namorados celebra - se o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos. Todos os anos, no dia 14 de Fevereiro, ocorre a azáfama da troca de chocolates, envio de postais e de oferta de flores. Muitos casais planeiam jantares românticos, noites especiais e fazem planos para surpreender e agradar à sua «cara-metade». Há também quem escolha este dia para se declarar à pessoa amada e também quem avance com pedidos de casamento, embebido pelo espírito do dia.A HistóriaO Dia dos Namorados é celebrado naquele que até 1969, era o Dia de São Valentim. No entanto a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos cujas origens não são claras. Isto porque até nós chegaram relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, directamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro.As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data. A dúvida persiste no entanto, em saber a qual dos santos se refere este dia. Muitos acreditam tratar-se de um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II. A lenda diz que o imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c.Outra lenda diz que um outro padre católico se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: «Do teu valentim» (em inglês, «from your Valentine»), antes da sua execução, também em meados do século III..Nesta lenda, a conotação do dia e do amor que ele representa não se relaciona tanto com a paixão, mas mais com o «amor cristão» uma vez que ele foi executado e feito mártir pela sua recusa em rejeitar a sua religião.



O CUPIDO



Quando se fala de amor é inevitável falar do Cupido. Este ser alado de aparência infantil, com asas e lançando flechas directas aos corações dos transeuntes, para que se apaixonem perdidamente, é imprescindível na festa do Dia dos Namorados.A sua história remonta à Antiguidade Clássica e às mitologias Grega e Romana.Para os gregos, o seu nome é Eros, o jovem filho de Ares, o deus da guerra, e de Afrodite, a deusa do amor e da beleza. É descrito como «o mais belo dos deuses» por despertar o amor nos mortais, com o seu arco e flechas.Na Roma Antiga por seu lado, era conhecido como Cupido, tal como lhe chamamos hoje. Os romanos acreditavam que Cupido era filho de Vénus, a deusa da beleza e do amor, e do mensageiro alado dos deuses, Mercúrio.A LendaDiz a lenda que Cupido teve um grande amor, Psyché, e que se dedicou a unir os corações , por ele próprio ter tido grandes dificuldades em consumá-lo com a sua bela mortal.Por ciúme da beleza de Psyché, Vénus ordenou a Cupido que fizesse com que a jovem se apaixonasse por um monstro feio. Em vez disso, Cupido enamorou-se de Psyché e colocou-a num palácio, onde a visitava regularmente, apenas com uma condição: por ser mortal, a jovem não podia olhar para Cupido.Também num ataque de ciúmes, as irmão de Psyché convenceram-na a olhar para ele, e esta, curiosa, fê-lo enquanto Cupido dormia. Mas acordado por uma gota de óleo da lâmpada que caiu no corpo da jovem, ele acordou e castigou-a por o ter desrespeitado.Sem palácio e sem amante, Psyché procurou Cupido por toda a parte mas só encontrou o templo de Vénus, onde a deusa lhe deu várias tarefas, na promessa de a unir com Cupido.Psyché cumpriu-as todas com a excepção de uma: numa caixa dada por Vénus, ela deveria guardar alguma da beleza de Perséphone (mulher de Plutão), que se encontrava no mundo dos mortos.Depois de vários conselhos para não realizar a tarefa e não abrir a caixa, Psyché abriu-a e em vez de entrar a beleza de Perséphone, saiu um sono profundo e mortal que encobriu a jovem.Quando descobriu o que a sua mãe havia feito, Cupido foi atrás de Psyché, fez uso dos seus poderes e recolocou o «sono mortal» na caixa, trazendo a sua amada de volta à vida, e a quem perdoou.Comovidos pelas acções e perseverança da jovem, os deuses fizeram dela também uma deusa, para que pudesse passar a eternidade junto do seu amor, Cupido.



A Metáfora



Á semelhança de grande parte dos mitos e lendas que chegam até nós, também esta está carregada de simbolismo. Psyché em grego significa borboleta, e a crusada pela qual a jovem é forçada a passar até se tornar na maos bonita das deusas, representa o percurso da pequena lagarta até se tornar numa borboleta esplendorosa. Em muitas pinturas, Psyché é retratada com grandes asas de borboleta, ao lado de Cupido.A palavra psyché é também associada à alma. Aqui, o desabrochar da borboleta está ligado à libertação da alma do seu corpo terreno.



Tradições do Dia dos Namorados no Mundo e no Brasil, o Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim, é celebrado no dia 12 de Junho, exactamente na véspera do dia de Santo António, o santo casamenteiro.No entanto, o facto dessa celebração acontecer no meio do mês de Junho nada tem a ver com o santo padroeiro dos casamentos, mas antes com uma acção publicitária no ano de 1949. Nesse ano, o publicitário João Dória, ligado à Agência Standard Propaganda, lançaram a pedido da loja Clipper, uma campanha para melhorar as vendas de Junho, o mês mais fraco. A campanha, com o apoio da Confederação do Comércio de São Paulo, consistiu na mudança do dia de São Valentim para o dia 12 de Junho, com o slogan: “Não é só de beijos que vive o amor”.A moda pegou, as vendas subiram e a Agência Standard ganhou o prémio de agência publicitária do ano.



No Japão, este dia é celebrado desde 1936 e tal como nós, a 14 de Fevereiro. È costume nesta data, serem as mulheres a declararem o seu amor aos companheiros. De facto, os giri choco ou chocolates de cortesia/obrigação, são já muito populares.Há no entanto, entre a população nipónica, quem se negue a aderir a estes festejos, alegando que são meramente jogadas comerciais sem grande valor cultural. Não deixam de ter razão, uma vez que a venda de chocolates só neste dia, representa cerca de 20% das vendas anuais de todo o arquipélago.



Os Estados Unidos representam talvez, o expoente máximo da vertente comercial do dia de São Valentim. Nos dias que antecedem esta data, as lojas abastecem-se de cartões, flores e chocolates para que os enamorados possam mimar-se no dia 14 de Fevereiro.Para os norte-americanos, a grande tradição é mesmo o envio de cartões às suas caras metade. Isto porque foi nos EUA que se assistiu ao grande boom comercial.



Em meados do séc. XIX, Esther A. Howland, foi a pioneira desta produção massificada de cartões de S. Valentim, seguindo a tradição vinda de Inglaterra para as colónias americanas, permitindo que hoje seja essa a forma preferida de manifestar o amor no Dia dos Namorados.Cerca de 25% de todos os cartões enviados durante o ano são “valentines”, nome dado aos cartões de São Valentim.Outros países têm as suas formas de celebrar o São Valentim. Em Itália, as pequenas comunidades fazem um grande banquete neste dia.



Na Reino Unido, desde a idade média que podem ser observadas celebrações neste dia. Em Inglaterra, era costume as crianças andarem a cantar de porta em porta vestidas de adultos. Ainda na ilha britânica, desta feita no País de Gales, os apaixonados trocavam presentes como colheres de pau com corações gravados, e chaves e fechaduras simbolizando que um tinha a chave para o coração do outro.



Na Dinamarca, a tradição diz que devem ser enviadas flores prensadas umas às outras.Grande parte destas tradições conseguiu manter-se inalterada através dos tempos. Outras houveram que desapareceram por completo. Mas numa época de avanço tecnológico, estranho seria se novas tradições não surgissem. Exemplo disso, são os imensos serviços de envio de SMS, tanto na televisão e rádio como na Internet. E aqui o bom é sem dúvida, bem maior, multiplicando-se as plataformas de envio de e-cards e e-mails.



No entanto, não se preocupem os mais tradicionais, por muitos avanços que surjam, o chocolate há-de sempre saber bem nesta altura, e esse, não conseguem enviar por, SMS, e-mail ou postal electrónico.